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2012
Indicadores ajudam na melhoria da gestão

Indicadores ajudam na melhoria da gestão

13 junho, 2012

Ferramentas devem ser constantemente atualizadas para englobarem necessidades das empresas

Os indicadores empresariais usados para aprimorar o processo de gestão, levando em conta questões financeiras e sustentáveis, ganharam destaque no último dia da Conferência Ethos Internacional 2012, em São Paulo, durante o debate “Novas Gerações das Ferramentas de Gestão para a Sustentabilidade”. Essas ferramentas são baseadas nos Indicadores Ethos e nas diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI). Participaram do debate Solange Rubio, gerente-executiva de Gestão de Sustentabilidade do Instituto Ethos, Maria Helena Meinert, sócia da BSD Consultoria, Leny Iara Vasem Medeiros, consultora da Abradee, e Gláucia Térreo, gerente das atividades da GRI no Brasil. A mediação foi feita pela jornalista Célia Rosemblum, do jornal Valor Econômico.

Solange expôs o conceito dos Indicadores Ethos que, segundo ela, permitem um sistema de diagnóstico para incrementar o programa de gestão sustentável das empresas. “Queremos que os indicadores sirvam para a gestão e o negócio da empresa e que elas usem a ferramenta na sua cadeia de valor, no planejamento e gestão de metas e resultados.” A terceira geração dos indicadores está sendo elaborada, com uma revisão do questionário, atualizando a ferramenta de forma participativa e que gere impactos positivos.

O objetivo da nova edição é incorporar as práticas da ISO 26000, uma norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e integrar os indicadores com o GRI. Segundo Solange, o questionário tende a ser curto, fácil e simples e garantir que as empresas olhem para a gestão de forma efetiva. “Empresas relatam para mostrar como estão atuando, porque podem servir de exemplo. É importante medir para poder avançar.”

Gláucia Térreo falou sobre os conceitos da Global Reporting Initiative, que estipula normas para um relatório de sustentabilidade de qualidade para as corporações num âmbito multistakeholder, ou seja, nenhuma mudança é feita sozinha, mas após um consenso de todos os atores envolvidos em escala global. “Para fazer o relatório, é preciso criar um processo de conhecimento dentro da empresa.”

Segundo ela, está sendo criada a nova geração dos relatórios de sustentabilidade, o GRI G4, com o intuito de se tornar mais fácil, com informações mais precisas, que alinhe as diretrizes de sustentabilidade com outros relatórios. A expectativa é de que o modelo seja liberado no final deste ano e que seu uso se torne uma prática comum nos negócios até 2020. “Os vários formatos existentes de relatórios acabam dificultando a comparação entre as empresas. Além disso, o ideal seria termos relatórios integrados, que aliam o setor financeiro à sustentabilidade, mas os dados precisam estar diluídos, ou seja, não têm como apresentar os dados separadamente”, explica.

Leny, consultora da Abradee, disse que a entidade tem um mapa estratégico de responsabilidade social. “É importante medir para gerenciar e relatar para assumir compromissos.” Com o passar dos anos, os indicadores ficam defasados e, exatamente por isso, são feitas reformulações na medição. “Ainda falta complementar muitos itens nos Indicadores Ethos e, enquanto isso, temos que complementar.” Leny foi enfática ao falar sobre o retorno que a prática traz para a companhia, como um processo de autoconhecimento. “A correlação do resultado da pesquisa com o que se vê na empresa é perfeita”, diz.

Crédito da Foto: Clovis Fabiano/Instituto Ethos
Legenda da Foto:  Solange Rubio

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